quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Protestantes crescem na América Latina


As igrejas evangélicas, com forte papel social, multiplicam-se no Brasil e na América Central, ameaçando a tradicional hegemonia católica, afirma o jornalista Carlos Cano, em reportagem publicada no Jornal El País.

Não existem estatísticas consolidadas, mas em El Salvador, de acordo com pesquisa recente realizada pelo Iudop, o instituto independente da Universidade Centro Americana (UCA), dos jesuítas, os 16% da população que se declaravam protestantes em 1988 são hoje mais de 38%. E nos demais países do continente, com exceção do México, pelo menos uma em cada dez pessoas é protestante. Há casos, como na Guatemala, em que se prevê que será majoritariamente evangélico em breve.

Embora esta tendência seja alta na América Central, há os casos em que os dados falam por si, como no sul do Panamá. O número de protestantes no Brasil foi sempre inferior a 5% até 1960. Mas durante os anos 90 essa proporção subiu de 9% para 15,4% em relação à população total. E agora, com cerca de 30 milhões de evangélicos, os brasileiros competem com a Alemanha, a África do Sul e a Nigéria pelo terceiro lugar na escala dos países com mais protestantes no mundo, hoje ainda liderada pelos Estados Unidos e o Reino Unido.

O protestantismo histórico, seja o de Lutero, de Calvino ou o anglicanismo, sempre foi minoria na América colonial, até inícios do século XX, com as ondas de reavivamento espiritual e a expansão das igrejas pentecostais, que começaram a enraizar-se. Mas – indagou o jornalista – o que deve ter gerado uma mudança tão significativa num continente que durante séculos foi esmagadoramente católico?

Samuel Rodrigues, chefe da NHCLC, a maior organização hispano-evangélica nos EUA, apresenta três motivos: o primeiro, é que para se tornar evangélico "não precisa mudar sua cultura, porque o Evangelho pode ir com salsa ou mariachi"; o segundo, a Igreja Evangélica propõe "uma relação com Deus, sem a burocracia religiosa"; ela manifestou-se contra ditaduras, com vistas a "uma religião da liberdade".

O antropólogo salvadorenho Carlos Lara disse que em seu país a ascensão do protestantismo "tem a ver com a guerra" e, embora apenas em parte, com uma certa reação "não-política à teologia da libertação". Foi essencial, contudo, a mudança sociocultural ocorrida, analisou.
Fonte: ALC Notícias

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Maiores Frequências do 1º Trimestre de 2010

As classe “Mensageiros da Fé” e “Guerreiros de Davi” obtiveram a maior freqüência da nossa escola, empatando em 64% dos alunos presentes.

Nosso irmão Gabriel da Classe “Mensageiros da fé” e a irmã Ana Benedito da Classe “Miriã”, foram os alunos mais freqüentes com nenhuma falta em todo o trimestre.

Parabéns!

Seja você também um freqüentador assíduo da EBD.


Fonte: Boletim A Voz do que Clama

terça-feira, 4 de maio de 2010



Evangélicos apóiam projeto de lei que proíbe o uso das 'Pulseiras do sexo'


O presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos de Roraima, (OMER), apóstolo Adriano Melo, elogiou a iniciativa dos vereadores da Câmara Municipal de Boa Vista que aprovaram nesta semana o projeto de lei que proíbe a comercialização e uso de adereços coloridos conhecidos como ‘pulseiras do sexo’
Segundo o apóstolo Adriano Melo, o uso das pulseiras estimula a prática da violência e surgiu como uma estratégia para a desmoralização dos princípios éticos e morais, quando o sexo é estabelecido sem o compromisso de um relacionamento familiar, no caso o casamento.

“Qualquer desvio do propósito de Deus gera prejuízos para as famílias. No caso destas pulseiras, evidenciou-se que a estratégia é usada para a prática da maldade, da violência contra os jovens e consequentemente gera uma série de problemas para as famílias, para a sociedade de forma geral” destacou o apóstolo.

A partir do momento em que for sancionada a lei, estará proibida a venda de ‘pulseiras do sexo’, assim como o seu uso entre crianças e adolescentes menores de 18 anos, especialmente alunos e servidores, nas dependências das escolas e nos demais órgãos públicos.

“É preciso elogiar a iniciativa dos vereadores que aprovaram o projeto e que conta com o apoio do pastores evangélicos de Roraima. É uma medida que visa à proteção da família, a proteção da juventude”, concluiu.

Após polêmica, 'pulseira do sexo' sai de moda na 25 de Março em SP

A venda de pulseiras do sexo praticamente parou na Rua 25 de Março, principal ponto de comércio popular do centro de São Paulo. Moda entre adolescentes, o acessório virou febre de consumo em dezembro de 2009, mas sua comercialização caiu drasticamente. Os ambulantes, que reclamam do prejuízo, consideram que a queda se deve à divulgação de que as pulseiras podem ser utilizadas em uma brincadeira sexual, que atrela cada cor de pulseira arrancada a uma carícia, mesmo entre jovens sem nenhuma intimidade.

Nas últimas semanas, 'pulseiras do sexo' foram encontradas junto ao corpo de jovens estupradas e mortas em Londrina, no Paraná, e em Manaus, no Amazonas. A Câmara Municipal de São Paulo e a Assembleia Legislativa passaram a discutir a proibição do uso em escolas municipais e estaduais.

"A venda praticamente parou. Todo mundo comprava e agora não compra mais", disse Adir Ribeiro do Amaral, dono de uma das únicas barraquinhas onde a pulseira ainda podia ser encontrada. "Eu vendia dez dúzias por dia e agora a gente vende no máxima duas. Está saindo de moda", afirmou. O preço acompanhou a queda na demanda, passando de R$ 1 para R$ 0,50. "Estou vendendo o que tem aqui e quando acabar eu não compro mais", afirmou. Para Amaral, a polêmica em torno das pulseiras é uma grande besteira. "Pulseira não faz sexo, quem faz é o dono", brincou.

Elias Pereira, que tem barraca na esquina da 25 de Março com a Ladeira Porto Geral, parou de vender a pulseira no início do ano. "Joguei 800 peças no caminhão de lixo e perdi R$ 800. O povo não compra e não vale mais a pena manter. Se a polícia vê exposta, fica enchendo o saco. Os adolescentes não compram porque as mães não deixam mais usar", afirmou.

O G1 encontrou apenas dois comerciantes com as pulseiras à venda no local durante a tarde de terça.

Além de Amaral, apenas Michele Araújo tinha poucas dúzias em exposição em sua barraca. O preço acompanhou o do colega e também caiu de R$ 1 para R$ 0,50. "Caiu a venda e quando acabar o estoque não vou comprar mais. Acho que pela violência que está virando é bom que acabe mesmo", afirmou.


Por Carlos Lima
Com informações BVnews / G1 (IBL)